quarta-feira, 23 de setembro de 2009

pense...


Pra que outros possam viver, vale a pena morrer Pra que outros possam sorrir, vale a pena chorar Pra que outros possam viver

"Portanto, visto que temos este ministério pela
misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Antes,
renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos;
não usamos de engano, nem adulteramos a palavra de
Deus. Ao contrário, mediante à clara exposição da
verdade, recomendamo-nos à consciência de todos,
diante de Deus. Pois não pregamos a nós mesmos, mas a
Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de
vocês, por causa de Jesus. De todos os lados somos
pressionamos, mas não desanimamos; ficamos perplexos,
mas não desesperados; somos perseguidos, mas não
abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos
sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, pra que a
vida de Jesus também seja revelada em nós. Pois nós
que estamos vivos somos sempre entregues à morte por
amor a Jesus, pra que a Sua vida também se manifeste
em nosso corpo. De modo que em nós atua a morte; mas
em vocês, a vida. Por isso não desanimamos. Embora
exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente
estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos
sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para
nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles.
Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no
que não se vê, pois o que se vê é transitório, é
passageiro, mas o que não se vê é eterno."

Pra que outros possam viver, vale a pena morrer.

E nas palavras de 2Co 4 que nós acabamos de ler, pra
que outros possam viver, não apenas vale a pena
morrer, como deve-se morrer, deve-se. Pra que outros
possam viver, deve-se, é necessário morrer pra que
haja vida, trazendo sempre em nosso corpo o morrer de
Jesus, pra que a vida de Jesus também seja revelada em
nosso corpo, pois nós que estamos vivos, somos sempre
entregues à morte por amor a Jesus, pra que a sua vida
também se manifeste em nós de modo que em nós atua a
morte, pra que em vocês, pra que em outros, atue a
vida. Assim como a semente que não morre, não germina,
assim como a semente que não morre é incapaz de gerar
frutos, aquele que não morre é incapaz de gerar vida,
incapaz... Não fosse o sangue do Cordeiro, não fosse o
sangue de todos os mártires que vieram antes de nós,
não fossem aqueles que vivem como se não pertencessem
a este mundo, não seríamos conhecedores das boas novas
da vida, não seríamos. Mas se as coisas são assim, se
isso é verdade, se isso reflete a realidade, se o
Senhor teve toda a intenção de dizer exatamente o que
Ele disse, por que é então que não morremos? Por que é
então que o mundo está cansado de ver uma igreja que
deveria carregar a imagem da morte, mas não carrega...
não carrega. E não carrega porque ela mesma recusa-se a
morrer. Se a ordem é essa... se a ordem é essa por que
é então que não vemos mais vidas sendo geradas? Nações
sendo alcançadas em meio à voluntária entrega da vida
por parte daqueles que se dizem cristãos... por quê?
por quê? Porque existe algo de muito errado em nosso
meio. Existe algo de muito errado em meio aquilo que
chamamos de evangelho do reino de Deus, evangelho do
reino de DEUS, não o evangelho do reino dos homens
para os homens, não o evangelho do reino desta terra
para esta terra, não o evangelho do seu reino pra você
mesmo, para o seu próprio benefício... mas o evangelho
do reino de Deus, para o benefício de Deus. E existe
algo de muito errado porque estamos confundindo o
evangelho do reino de Deus, que é para Deus, com
outros evangelhos. E o povo, por falta de líderes que
preguem o que o povo precisa ouvir e não o que o povo
que ouvir... o povo está adorando outros bezerros de
ouro. E o grande bezerro de ouro dos nossos dias é a
benção. O grande bezerro de ouro dos nossos dias é a
vitória, é a conquista, é o bezerro da prosperidade, é
a saúde, é o meu bem-estar, é o meu conforto, é a minha
necessidade, é o meu reino, é a minha vida. Sete passos
pra alcançar a benção aqui. Quarenta dias de jejum da
vitória ali. Doze maneiras pra ser próspero um pouco
mais adiante. E trezentas e dezoito formas pra você
fazer com que Deus faça aquilo que você quer que Ele
faça, não importa se Ele queira fazer ou não. Porque,
afinal, o modelo de Jesus "Não seja feita a minha
vontade, mas a sua" serve pra Jesus, serve pro Filho
de Deus, não serve pra mim, não serve pra igreja.



Quantos já foram a alguma campanha do negue-se a si
mesmo? Campanha dos três passos para morrer? Ou a
campanha das sete maneiras de amar o seu próximo como
a si mesmo? Campanha dos quarenta dias de jejum pra
que eu possa carregar a minha cruz? Não? Nunca foi?
Por quê não? Ora, porque não é isso que é importante,
não é isso. Porque o importante é eu ter o carro do
ano. Porque o importante é eu ser abençoado. O
importante é eu mostrar o quão abençoado sou, preciso
mostrar. Eu preciso mostrar. Porque, afinal de contas,
se ando de carro importado é porque Deus me deu, né,
Deus me deu. Porque é muito óbvio que Deus está muito
mais importado com o meu ego... Eu sou, eu sou tão
espiritual e abençoado, que é muito óbvio pra mim, e é
muito óbvio só pra mim, que Deus está mais preocupado
em colocar dinheiro nas minhas mãos, pra que eu possa
comprar coisas caras e tolas, do que está preocupado
em colocar recursos sobre os meus cuidados, pra que eu
possa, de alguma maneira, aliviar a dor dos aflitos...
Porque Deus é tão bom pra mim, Deus é tão sábio, Ele é
tão misericordioso, que Ele prefere que eu compre pra
mim o meu centésimo par de sapatos, Ele prefere... é,
Ele prefere que eu faça isso mais do que prefere que
eu compre algumas marmitas pra dar de comer às
crianças de rua. Porque o importante é eu encher o meu
celeiro até onde der. O importante é o meu reino, é a
minha justiça. Eu trabalhei. Eu suei. Não, não, não,
não. Não foi Deus quem me deu, não. Não, não foi Deus
quem me abençoou, não, não, foi eu quem ganhei. É
justo. Eu trabalhei, é meu. Porque o importante é eu
viver como se não houvesse morte, e Deus que me livre
de pensar em morte. Coisa negativa não é Deus. O
importante é eu viver como se não houvesse morte, pra
que quando a minha hora chegar, eu venha a morrer como
alguém que nunca quis viver.

1 Comment:

  1. Antonio Batalha said...
    Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho.Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    PS.Se desejar visite A Verdade Em Poesia, e se o desejar siga, eu vou retribuir seguindo também o seu.
    A Verdade Em Poesia.

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